Sara Alves Ribeiro

Jornalista com cabeça de publicitária. Apaixonada por viagens, séries, natureza e fotografia. Mas só para constar, eu gosto mesmo é de escrever.

 

 Você já assistiu ao filme Wall-e? Se não viu, está perdendo! O filme completou 11 anos, mas parece que foi lançado ontem, pois aborda temas recorrentes e emblemáticos. É um filme que invadiu às instituições de Ensino Superior, onde os docentes tinham o objetivo de fazer uma reflexão sobre a sustentabilidade e a tecnologia. Eu confesso que não dei atenção inicialmente, mas neste post pretendo dar uma visão geral sobre o longa e explicar os motivos de ser uma obra tão atual.

Wall-e é a abreviação de Waste Allocation Load Lifter Earth-class, um robô de carga de resíduos da Terra. Ele tem a função de limpar a Terra do lixo deixado pelos humanos e durante 700 anos foi a sua função. No entanto, ele desenvolveu personalidade e sentimentos.

O filme chama a atenção para o problema ambiental na Terra, como resultado do consumo exorbitante dos seres humanos (qualquer semelhança não é mera coincidência). O cenário é cinzento, cheio de embalagens amassadas e entulho por todos os lados. Então, entra em cena o Wall-e, um robô programado para reciclar o lixo deixado pelas pessoas que foram morar no espaço.

A ideia era que os homens permanecessem no espaço até a limpeza da Terra ser finalizada. Contudo, no desenvolvimento do filme, percebe-se que os humanos ainda produzem muito lixo, pois embora a solução da limpeza da terra tivesse sido encontrada, não houve progresso na educação ambiental.

As pessoas passavam o dia comendo, se divertindo em jogos eletrônicos e acumulando mais lixo. Além disso, elas estavam próximas uma das outras, porém agiam como se estivessem separadas, conversando por aplicativos.

Enquanto isso na Terra, Wall-e recolhe o lixo, guarda as peças que encontra na sujeira para fazer sua própria manutenção e também os objetos atrativos que encontra no meio do lixo. Um dia, para seu espanto, surge do céu uma nave. Esta nave deixa um outro robô na Terra, chamada Eva, uma máquina mais moderna e ágil. A missão de Eva era encontrar uma prova de vida na Terra, para que os seres humanos pudessem retornar.

 

As características do filme claramente referem-se à uma sociedade pós-industrial, marcada pelo uso de tecnologia no cotidiano, o consumo crescente, a individualização e também a distância entre as gerações. Além disso, o filme também mostra a importância da conscientização e prevenção dos ecossistemas. 

Discretamente o filme faz uma crítica aos métodos de publicidade e o impacto que ela causa nas pessoas, que começam a adquirir produtos sem a menor necessidade.

Outra reflexão que o filme exibe é a questão do individualismo. O individualismo pode ser considerado uma forma de se esquivar dos problemas vividos neste período, porém provoca o distanciamento entre as pessoas e as gerações.

Hoje, podemos ver algumas semelhanças, não é mesmo? O espaço entre as pessoas está cada vez maior. Antigamente as formas de interação eram mais intensas. O distanciamento é fruto do crescimento acelerado das cidades, dos veículos de comunicação em massa que ditam regras de consumo e o uso das novas tecnologias de forma desenfreada. 

Hoje, é preciso reaprender a utilizar a tecnologia e saber gerir o tempo de forma eficiente e inteligente, ainda mais durante a graduação, onde é importante se concentrar para aprender os conteúdos que serão usados durante a vida profissional.

Espero ter ajudado com esta reflexão. Aproveite que o fim de semana está chegando e programe-se para ver o filme. Você pode se surpreender!

Confira o trailer do filme:

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